21 novembro 2008
Ah... se eu pudesse mudar...
Tem uma coisa que eu fiz, aliás, tem várias coisas que eu fiz num curto período de tempo, que eu daria tudo para não ter feito. E o que mais me surpreende e entristece é que fiz ingenuamente, sem nem imaginar que eu poderia queimar meu filme de forma irreversível. Dói ter feito algo que, definitivamente, não é da minha personalidade. Eu sei que não. Só eu sei!
Hoje, quando de alguma forma o passado chega perto, vem-me à memória toda a burrada e machuca.
Queria não ter sido mal interpretada, queria não ter feito as besteiras que fiz para não ser julgada. Dessa vez, não posso dizer que fui injustiçada, porque hoje, tenho a consciência de que fiz besteira de verdade.
Queria que pessoas invejosas não tivessem me visto quando estava fraca.
Queria poder chegar para ele e explicar tudo; dizer tim tim por tim tim tudo o que passei,todas as angústias que senti e como me arrependo. Queria saber, dentre todas as histórias, quais delas chegou ao conhecimento dele.
Lembro quando ainda era querida e respeitada por ele. Eu lembro! Faz doer mais ainda ter perdido, enfiado ralo abaixo tudo de bom que vivi.
Hoje o que ganho é um olhar perdido, vazio, talvez cheio de más lembranças e más interpretações. Más interpretações? O que ele sabe é o que de fato aconteceu, o que ele não sabe, é como eu sofri e como me arrependo!
Mas diante desse meu arrependimento profundo, torço e faço por onde reverter o que aconteceu. Ser “perdoada” pelo menos por quem eu mais amei.
Essas linhas confusas devem-se à minha confusão mental. Como estou perturbada e triste com isso.
11 novembro 2008
Ganha quem dá.
A menininha deu um beijo na barriga de Catarina, pois era onde ele podia alcançar e a chamou de loira linda, sendo que ela estava morena. Catarina indagou: "será que ela estava vendo uma mulher diferente da que eu vejo no espelho??" Catarina viu nos olhos da criança um contentamento e uma alegria verdadeira que invadiu sua alma como um bálsamo, a deixando mole e suspensa no ar por dias. E ficou pensando o quanto foi bom ela ter podido proporcionar essa reação numa criança iluminada.
Me Tirou do Eixo
Eu queria que ele entendesse que eu sou uma pessoa legal, uma grande companheira e não uma neurótica como andei demonstrando. Por que quanto mais naturais e de acordo com nossa essência queremos ser, mais fazemos o contrário?? Merrrda!
Ele pede para eu não esquecer como são os escorpianos... AAaAaaaaA!!!
Quanto tempo que alguém não me tira do eixo como esse cara. Quem diria!
21 outubro 2008
Madrugada
Quando será que isso vai acabar?
18 outubro 2008
=/
Fico mal por desprezar tanto este lugar que aos pouquinhos fui desbravando.
Agora são por outros motivos que deixei de vir. Nessa última semana tive bastante tempo, mas me faltou assunto. Que coisa!
Isso muito me aborrece, pois eu quero um dia escrever um livro, e como farei isso se não tenho disciplina nenhuma? E que seja um bom livro, e como se eu mal tenho assunto?
03 outubro 2008
Sem Tempo
Até esqueci que esse Blog existia... Quem sabe um dia eu venho aqui fazer alguma coisa útil!
14 setembro 2008
Setembro
Depois de ter passado por muitas dificuldades em todos os aspectos de sua vida. Todos! Ela começou a querer mudar efetivamente aquela situação.
Isso começou por ela parar de pensar de forma destrutiva e agir mais. Havia coisas que ela precisava resolver que não dependiam somente dela. Então, na parte prática, ela começou a fazer o que era possível. Para melhorar sua auto-estima, ela se obrigava, mesmo sem vontade, a cuidar de seus cabelos, controlar a alimentação, fazer as unhas, usar roupas mais transadas e ter mais paciência para essas coisas, visto que isso nunca foi prioridade para ela. Conseguiu fazer um chek-up, estava com a saúde perfeita.
A partir daí, pessoas mais interessantes com as quais ela se identificava começaram a prestar atenção nela. Ela começou a sair mais, a ser vista e conversar. As pessoas estavam revendo a Catarina, a que era feliz, bem-humorada, comunicativa e inteligente. Isso atraiu muitas pessoas legais para o seu lado. Dentre elas, seu amor, alguém que lhe faz muito feliz e a ajuda a ser uma pessoa melhor.
Ela conseguiu um bom emprego, com a ajuda de amigos, entrou, finalmente, no mercado de trabalho para atuar na área em que estava se formando, e pôde assim começar a pagar um empréstimo que um amigo – Alguém que ela não imaginava que pudesse ajudá-la – deu quando ela mais precisava, quando todas as contas estavam atrasadas acumulando juros. Em pouco tempo ela começou a conseguir pagar aquele tão bendito empréstimo.
Sem muito problema, conseguiu se formar com louvor na faculdade, fez um projeto bonito, bem feito e inovador. Foi aplaudida de pé e teve nota máxima. Seu projeto foi publicado juntamente com os projetos mais bem colocados daquele semestre. Catarina não podia estar mais feliz!
Fechou o ano com tudo em ordem. Sua família estava feliz, sua mãe havia encontrado também as soluções para a vida dela.
O trabalho estava muito gratificante, seu namorado a fazia feliz e ela tinha muito orgulho dele,
E mais uma vez ela reafirmou que as dificuldades que passamos servem para nos fortalecer e ensinar.
Tudo sempre dá certo!
04 setembro 2008
Pai
Fui comentar que não ia mais pegar aqueles papeizinhos que o pessoal dá, porque toda vez eu ficava no vácuo, e que também era um absurdo, pois a rua ficava imunda. Se o povo soubesse jogar o papel no lixo e se ainda que as propagandas fossem decentes, mas não: "Mãe Zizi da Cochinchina traz seu amor em 3 dias" "Dinheiro Rápido! Slogan: faça esse empréstimo a juros de 100000 a.m e foda sua vida pro resto dela”. Propagando para pessoas desinformadas, as mesmas que também, por falta de educação - quero eu acreditar nisso - jogam papel na rua. E questionei o por quê não haver uma lei que proiba este tipo de propaganda. Pra quê eu fui fazer esse comentário perto do Dr Charles Albert? Ele começou: " Por que se eu fosse prefeito, esse povo iria se foder na minha mão, eu não iria permitir essa palhaçada, iria pegar o endereço que está no papel ia de um por um multando e prendendo. Antes mesmo que houvesse legislação para tal proibição.
Lixeira? Eles querem mesmo é pegá-las para tacar fogo sem motivo” (como se fosse possível haver motivo para tal ação). Ufa!
Continuamos caminhando... Ele comentou que Gabeira e ele bateram um papo em uma oportunidade rara por causa das eleições, meu pai estava criticando o tal e ao mesmo tempo elogiando-o por ter falado poucas e boas para o Severino Cavalcante e que ainda teria feito mais: "daria uns bons tapas naquele safado".
Não recordo-me como, mas ele (meu pai) adora falar dos povos "vadios" detentores do poder e do dinheiro do mundo. Começou a defender a Palestina, porque ela está numa guerra com pau e pedra (e homens-bomba) enquanto Israel tem melhor tecnologia em armamento de guerra. Ele acha injusto. Como se fosse possível alguma guerra ser justa.
Eu fico babando como meu pai é culto e nunca me deixa sem resposta para as perguntas mais inusitadas. Como hoje, estava morrendo de dúvida em relação a guerra da Geórgia, Rússia com Ossétia do Sul. Perguntei e não deu outra, tava meu pai respondendo minhas perguntas pretensiosas...
Ainda no vagão do metrô, caímos num assunto que muito me interessa: as metáforas da bíblia, livros apócrifos etc. Elias, João batista, espaçonaves, luz, fogo... Falamos sobre a nossa lógica cada vez mais aprimorada, a lei da relatividade, buraco negro. É, a bíblia é o máximo! Pena que a maioria não saiba interpretá-la.
Mas o fato é que, apesar de meu pai ter um jeito grosseirão e exagerado de se expressar, aquele homem guarda um conhecimento e sabedoria que eu admiro demais. Mesmo ele falando um monte de coisas que a princípio eu discordo. No fundo, ele consegue me fazer pensar melhor, e é certo, ele não costuma errar. Meu pai enxerga além, parece que prevê o futuro. Meu pai tem muitos defeitos, como qualquer ser humano, mas critica com coerência, não se contradiz. Tenho muito orgulho dele.
Sei que foi bom demais passar essa tarde com meu pai, em meio às atribulações e compromissos do dia-a dia.
17 agosto 2008
Considerações
Considerações
De volta à realidade. Depois de um mês em um lugar a dois mil quilômetros de distância e há muito conhecido por mim, posso fazer as considerações finais.
É sempre bom mudar de ares, rever amigos, conhecer novas pessoas...
mas é extremamente prejudicial e frustrante ir com a idéia de que tudo será como era antes. Ledo engano. As pessoas mudam, as paixões mudam, as casas mudam e as coisas mudam...
Gostei de ter ficado perto das amigas que tanto amo, dos familiares, principalmente alguns primos, ter conhecido novos membros da família.
O poder que aquela cidade tem é de me fazer sentir melhor comigo mesma, me sinto especial, não mais uma no meio da multidão, como acontece aqui, e é por isso que eu penso sempre em mudar minha vida para lá. Já tentei algumas vezes, mas não dava certo porque tinha meus projetos inacabados aqui, sem falar na saudade da mommy.
Mas confesso que fiquei enjoada e irritada com o modo como algumas pessoas levam as relações humanas. É muita fofoca, diz-que-diz. Parece que ninguém se acha bom o suficiente para preocupar-se com a própria vida, assim, dá a impressão que precisa disso para sentir-se um pouco melhor. Sem falar que, fazendo essa analise, fica muito mais difícil de confiar. Mas eu, infelizmente (ou não), tenho esse mania de querer relevar e dar crédito, mesmo sabendo que os erros se repetem. Com a consciência de que eu não sou melhor do que ninguém e que esses julgamentos são tão errados quanto qualquer outra coisa que eles façam, aí eu coloco minhas idéias no lugar e aceito, relaxo, tolero. Talvez isso seja conseqüência de cidade pequena.
Quanto aos relacionamentos, ihhhh... caí do cavalo.
Achei que fosse rever uma pessoa muito especial em minha vida, mas parece que eu não era mais especial para a tal pessoa. Andava nas ruas com a intenção de encontrá-lo, passava em frente a casa dele com vontade de vê-lo sair para correr atrás da cadela fujona, relembrava, mas nada. O que restou, uma vista ao longe; sem paixão, sem emoção. Tudo bem...
Tentei novidades, mas também não obtive sucesso, talvez não fosse a hora e também não me incomodei. E, mais uma vez, pessoas se interessaram por mim e eu não correspondi.
Voltei com as mesmas questões antigas, mas com um porém: vontade de fazer diferente. Vontade de me empenhar, de estudar, de me dedicar à faculdade, de me formar com louvor. E deixar que os resto vire conseqüência.
Sei que as coisas irão mudar, já estão mudando, porque eu estou mudando e é assim que é a ordem natural das coisas.
16 agosto 2008
Filmes que inspiram
Tenho visto muitos filmes realmente interessantes. E o que mais gostei foi "Na Natureza Selvagem", dirigido por Sean Penn. O filme é lindo e profundo, veio bem a calhar. Mas é um tanto quanto radical para o meu modo geralmente cauteloso de pensar (Só de pensar!).
Por causa do filme conheci melhor Thoreau, escritor e pensador estudo-unidense. Um ser admirável! Nossa, como ele era feliz com tão pouco, ele, sim, mostrava que sentia felicidade tendo “apenas” a natureza como companhia amiga. É claro que moldada nos tempos de hoje, eu não me adaptaria mais àquele modo de vida e nem queria, para ser sincera. Mas algumas coisas básicas e imprescindíveis que ele "Pregou" posso absorver como aprendizado. Devo dizer que ele me inspirou muito quando escreveu: "Siga confiante na direção dos seus sonhos. Viva a vida que imaginar."
Estou, já há algum tempo, com uma vontade arrebatadora de sair pelo mundo viajando, mas sei também que as coisas precisam de tempo para serem amadurecidas e concretizadas, apesar de não respeitar muito isso e sempre enfiar os pés pelas mãos. Confesso que adoro (quem me dera poder fazer isso literalmente.... hehehe). Por causa dessas minhas “precipitações” é que eu vivi coisas muito boas e me orgulho disso. Um professor me disse uma vez: “Está com vontade de fazer? Faça! Não pergunte como. Essa é a única pergunta que não importa”. Sem saber, já vivia assim, por herança de família, fazendo e acontecendo sem saber como, só seguindo, seguindo, seguindo e fazendo, fazendo, fazendo. Valeu, mãe!(Rá) E só me atinei para essa minha condição depois dessa ótima aula (que de desenho de moda não tinha nada, parecia uma aula de filosofia ministrada por um hippie bonachão).
Então, já que não posso efetivamente viajar agora por causa da falta de recursos, planejo minhas viagens mentalmente: viajo pelo Google Earth, pontuando, sonhando e obtendo informações dos lugares que vou conhecer. Essa ferramenta é um grande afago, quem diria! Mas engraçado, não consigo pensar em burocracia e em outros percalços, só na emoção! E para mim, isso é o que vale, a única coisa que vale (Não pergunte como, lembra?). Afinal, se eu for pensar em dificuldades, vou atrapalhar a minha mentalização. Prefiro assim. Tenho uma certeza absoluta da concretização desse sonho e já me sinto feliz e inquieta por conta disso.
*Como eu era burra. Eu confundi Thoreau com McCandless.
* Original do Condado dos Sonhadores
Eu só quero
Eu só quero ser uma pessoa melhor,
Eu só quero reconhecer um talento meu,
Eu só quero me sentir mais forte,
Eu só quero ser segura...
Eu só quero me sentir mais comum e ao mesmo tempo diferente, claro, cada uma com as suas devidas conveniências. Será que é pedir muito?
Será que é pedir muito querer saber viver e aproveitar a minha vida ao máximo? Porque eu acredito na reencarnação, mas e se ela não for verdade? Eu preciso estar preparada para tudo, se é que vc me entende...
Fico me imaginando diante daqueles castelos da Europa medieval, lembrando dos filmes que já vi e me sentindo um pouco parte daquela história que se passou por aqueles campos, corredores... Me imagino na Espanha também, diante daquele povo bonito e forte, pensando como deve ser bom bailar flamenco (com sotaque); aquelas mulheres lindas e leves; dançando e encantando; aqueles homens fortes tocando seu violão da forma mais charmosa possível...
Me vejo dentro de um templo no Japão, com toda aquela beleza e sentindo a serenidade e paz que eu tento buscar na vida.
E em frente ao Taj Mahal, o monumento em homenagem ao amor, me sentir viva e com forças para ter o amor que tanto almejo.
E claro, conhecer cada cantinho desse Brasil, que muito admiro e amo. Nordeste, paixão; sul, encanto; sudeste, viver; norte, admirar; centro-oeste, sorrir. E cada um desses adjetivos e muitos outros mais, caberiam perfeitamente em qualquer região desse MARAVILHOSO país!
E se eu ainda almejasse ser possível nessa existência conhecer outros planetas, assim o faria!
Sonhei e fui, sinais de sim,
Amor sem fim, céu de capim,
E eu olhando a vida olhar pra mim.
Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.
Sonhei e fui, num sonho à toa,
Uma leoa, água de Goa,
E eu rogando ao tempo:
- Me perdoa
E eu rogando ao tempo:
- Me perdoa
Sonhei pra mim, tanta paixão,
De grão em grão, verso e canção,
E eu tentando nunca ouvir em vão.
Sonhei, senti, sol na lagoa,
Céu de Lisboa, nuvem que voa,
E um país maior que uma pessoa.
Sonhei e vim, mares de Espanha,
Terras estranhas, lendas tamanhas,
E eu subi sorrindo esta montanha.
E eu subi sorrindo esta montanha.
Sonhei, enfim, e vejo agora,
Beijo de Aurora, ventos lá fora,
E eu cantando a Deus e indo embora.
E eu cantando a Deus e indo embora.
*Vou começar a colocar textos meus, originalmente postados no Condado dos Sonhadores, simplesmente porque ele está em coma e acho que em breve irá morrer. E farei algumas alterações neles se assim achar necessário.
Este foi o primeiro deles.
30 julho 2008
Pode ser
Para não ser injusta, até que um cara deveras interessante cruzou, mas, pela primeira vez eu tive medo. Medo de terras desconhecidas, se é que você me entende. Em relação a isso, foi a primeira vez eu recuei em vez de tentar. Falo assim, mas não sei se vou continuar na defensiva. Agora estamos inertes. Talvez eu queira mudar isso, se meu sangue aventureiro correr novamente em minhas veias.
Pode ser que eu queira reviver amores do passado, pode ser que não; pode ser que isso fuja do meu controle, pode ser que eu nunca tenha tido controle de nada; só vou poder falar honestamente depois de tudo terminado.
Há quem diga que me falta autoestima, há quem diga que eu “me acho”.
Das duas, queria que fosse verdade a segunda opção. Perceba: queria, futuro do pretérito, ou seja...
28 julho 2008
Sem tempo
17 julho 2008
Fase
Que coisa, é muito difícil a gente delimitar e perceber essas mudanças na vida, mas isso era tão esperado por mim... Agora, que finalmente aconteceu, eu consigo percebê-lo. Vitória!
Percebo cheiros mais marcantes, gostos mais fortes, cores mais vibrantes, tudo diferente. As considerações são boas. Uma renovação positiva era tudo o que eu precisava!
10 julho 2008
Vivendo a viagem
Foi bom ter feito algo diferente,
Não ter planejado e não ter ansiado.
As coisas assim são mais frescas,
Mais reais e, de fato, mais felizes.
Foi bom pular e dançar no carro
A caminho da cidade histórica,
Cantando até ficar rouca;
Músicas dos anos 60, 70, 80...
Chico, Bethânia, Milton, Elis...
Relembrar poemas de Quintana, Clarisse, Pessoa...
Também foi muito bom ter certeza
De ter certeza das minhas certezas.
Acasos não existem, mas ter vontade de acreditar
Que acasos despretensiosos também acontecem.
Só para ter mais graça tentar entender
Coisas fascinantes.
Grande acaso ele ser a primeira pessoa
Que eu dou de cara na cidade;
No memento onde eu estou despreparada,
Anestesiada, desarrumada.
Natural, eu diria?
Passar o dia aprendendo,
Dando jeitinho, o famoso brasileiro.
Dar de cara outra vez,
Exatamente da forma como imaginou,
Ah, demais! Rir com ele, brincar, conversar, beber...
Mas o melhor foi levar um tapa na cara de realidade,
Desmistificar. Sim, foi ótimo e duro, confesso.
Andar de madrugada pelas ruas de pedra,
“Pedras enterradas na vulva da terra”
Com frio, sem ter pra onde ir na madrugada,
Me fez pensar e até mesmo sonhar.
Senti-me independente, forte...
Mas será que eu estava triste?
Hum... decepcionada, talvez.
Dormir desconfortável foi ruim para os meus joelhos,
Mas tudo valeu muito a pena,
Principalmente ao abrir os olhos
E sentir aquele cheiro do desconhecido.
Errar o caminho chegando a cruzar a fronteira de mato,
Logo depois cheiro de maresia,
Olhar aquela paisagem sentir a temperatura da água,
O fim de tarde de cor divina e iluminada,
Desses que fazem renovar cada célula do seu corpo.
Voltar e se dar conta de que passou um dia e meio fora
Cronologicamente, mas semanas
Em tempo relativo à intensidade
Dos momentos brilhantes
Aprendendo e vivendo.
Anima
Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
Achou de nomear gritando... alma
Recriar cada momento belo já vivido e mais,
Atravessar fronteiras do amanhecer,
E ao entardecer olhar com calma e então
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma
Viajar nessa procura toda de me lapidar nesse momento agora
De me recriar, de me gratificar de custo alma, eu sei
Casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida todo afeto que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma.
Milton Nascimento
08 julho 2008
Junto com o amanhecer

Depois deste fatídico desencontro entre Catarina e Rodrigo, as coisas ficaram inertes, não houve atitude, ação, reação. Tudo suspenso no ar, as coisas meio embaçadas tal como nos sonhos loucos. Houve desejo, sim, desejo... isso não falta nunca por parte da Catarina. Ela sem saber como, continuou ...
Como já havia citado, ela tentou entrar em contato mais duas vezes para tentar mudar uma sensação estranha no ar. Mas ele, como não era esperado, ignorou o contato. Semanas se passaram e o constrangimento, ainda não sabido exatamente porque, foi sendo tomando por outras preocupações do dia-a-dia prático de Catarina. Ela estava achando ótimo, pois era menos doloroso não ter tempo para especular uma possível rejeição. Mas é claro que na hora de dormir, Catarina sofria e as horas demoravam a passar; o sono era a coisa mais distante que chegava a seu cérebro. Ela imaginava de tudo; tinha horas otimistas, outras realista e até nessa hora ela não conseguia deixar o sonho de lado. E como de costume, imaginou um futuro próximo. Ela chegou a mandar mais uma mensagem super séria e verdadeira, não que as outras não tenham sido, mas essa, em especial, era muito importante pata ela. Entre outras coisas, na mensagem, Catarina perguntava por que ele estava tão sumido, e que não era para ele esquecer que ele tem uma amiga que ansiava por notícias.
As horas passaram, ela viu que Rodrigo leu as mensagens... ela esperava uma reação, mas não teve, apesar de ele não as ter apagado. Na manhã seguinte, Cataria teve a informação de que ele estava de volta ao Rio. Catarina não perdeu tempo, por via das dúvidas, mandou outra mensagem com o número do seu celular (que ele já tinha). Agora eram três mensagens. Mais tarde, no mesmo dia, Cantarina viu que a sua mensagem super sincera com pedido de notícias, havia sido apagado. Ela se perguntou por que ele não apagara a mensagem logo que leu e deixou o tempo passar. Será que ele estava com a intenção de responder e depois mudou de idéia? Mas o número do celular dela ainda estava lá. Foi aí que ela teve certeza de que ele ia entrar em contato. Quando foi de noite, ela vê que um número com o DDD diferente estava chamando no celular dela, mas ela já sabia que era ele e sem rodeios:
– Cá, minha querida. Pardon!
Um sorriso do tamanho do mundo abriu-se no rosto de Catarina
– Pardon? Por quê? Fizeste algo errado? – Em um tom irônico muito charmoso.
– Sim, eu sumi! Foi sem querer, vi as suas mensagens, mas não havia jeito de eu conseguir tempo para respondê-las. Sinto muito, mas eu tenho trabalhado loucamente por esses dias.
– Imagino, mas, poxa, eu fiquei preocupada, tantas coisas passaram pela minha cabeça, especulei tanto.
– Ah, não queria que isso tivesse acontecido. Desculpe mais uma vez, e estou te ligando para me redimir!
– Redimir? Hum...
– O que será que eu posso fazer? Deixa eu pensar... te chamar para uma conversa pessoalmente em um lugar agradável, seria uma boa redenção?
– Hahahahahaha. Sim, sim, seria... – Ela respondeu com um quê de desdém.
Eles combinaram um lugar perto para os dois, naquele mesmo dia. Como ele estava no centro, escolheram um bar legal na Cinelâdia.
Quando Catarina chegou ao bar, ele estava sozinho, aliás tinha uma mulher falando em pé com ele, provavelmente alguém que conhece e gosta do trabalho do Rodrigo. Ele foi logo apresentando a tal mulher em pé: esta é Catarina, a minha namorada carioca. A tal sorriu e logo se foi.
Eu sou a namorada carioca? Quer dizer que você tem uma namorada em cada estado? Ou seria em cada cidade??
Os dois caíram na gargalhada.
– Tudo bem, vou tomar como uma elogio.
– E é um elogio.
Ele estava bebendo um chope e ela o acompanhou.
– Quem vê você assim, não imagina que seja introspectivo como andei lendo em entrevistas que você deu por aí.
– Ah, Catarina. Eu sou. Com todo esse assédio, e relativo sucesso, eu gosto mesmo e de manter minha mente quieta. Gosto dos meus momentos de introspecção com meu violão, ou com minha escrita. Acho que isso faz com que eu me torne uma pessoa melhor.
– E eu concordo plenamente. Acho que as pessoas que não sabem ficar a sós consigo mesmas, não sabem efetivamente sobre nada o que acontece em volta, em sua volta. Quando não há o mínimo de entendimento claro sobre você mesmo, tampouco haverá do resto.
– Então, é isso que acho que me mantém reto. Me mantém no foco.
Eles conversam sobre coisas amenas do dia-a-dia e também sobre coisas mais profundas. Coisas particulares, desejos, vontades, angústias...
– Catarina, aqui é um lugar bem legal tem um clima muito agradável, não é?
– É, gosto muito daqui...
–Mas não é melhor que o silêncio de uma varanda. Uma varanda específica, que quero te levar agora. Sim?
– Sim! – Respondeu depois de um sorriso acanhado.
E assim foram.
Naquela varanda, dava para ver o céu. Aquela noite era esplendorosa, a lua estava nova; na cidade, as luzes estavam brandas e com isso, as estrelas ficavam ofuscantes. Algumas histórias eram contadas sob aquele cenário celestial, havia um romantismo atípico no ar, algo singelo e fresco. Havia amizade, complacência, entendimento. Alegria e amor, amor entre humanos, amor entre semelhantes, amor desprendido.
Aquela noite foi permeada por carícias, sorrisos, risadas, beijos, amor. E tudo tinha que acontecer antes do amanhecer, pois a realidade chagava junto com ele.
07 julho 2008
Repugnante
Estavam no Carro, a mãe e os dois filhos no banco de trás, um de 9 meses e outro de 3 anos, quando foram surpreendidos pelos tiros dos policiais.
Eu não quero me alongar. Só queria deixar registrado o meu nojo, minha tristeza e revolta diante de tanta falta de humanidade e de respeito.
Como podem esses malditos tomarem a atitude que tomaram sem ter o mínimo de certeza? Mesmo se fosse o alvo certo, estavam em um lugar onde pessoas transitavam, eles tinham que ter pensado nisso. Mas não, são burros demais! A mulher parou o carro para dar passagem aos policiais seguirem com a perseguição aos bandidos. Que bandido sendo perseguido iria tomar a atitude que esta mãe tomou de parar na calçada? Começa daí a tamanha falta de preparo desses seres.
A mãe deu todas as dicas possíveis de que eles estavam enganados. Se jogou no meio do carro, mostrou a eles a bolsa de criança...
O fato é que não pode haver engano (engano? Eles estavam loucos, transtornados por droga, no mínimo) por parte desse tipo de profissional. Profissional? A PM está cada dia mais absurda e de profissional eles não têm nada. São uns cruéis, burros, animalescos, com sede de morte e sem respeito nenhum à vida e às pessoas. Esse tipo de gente - Que tenho esperança que esteja se extinguindo da terra - tem é mais que viver enjaulado, na melhor das hipóteses.
Foi muito duro ver o depoimento do pai das crianças se mostrando completamente azucrinado e indignado.
O que me resta é rezar e pedir aos deuses que lhes dêem forças para continuar a viver esse vida.
03 julho 2008
30 junho 2008
Não à hipocrisia

Eu recebi algumas críticas por causa desse referido post, do tipo: “poxa, achei que você fosse mais tolerante” ou “Achei que enxergasse o melhor de cada pessoa”. Mas, gente, pera um pouco; quantas pessoas estão sendo sinceras quando falam isso? Principalmente quando usam a frase “clichezesca”: “ninguém é melhor do que ninguém”. Ah, por favor! Como não? Analisemos: visto de uma forma “romântico-poética”, aos olhos de Deus, nós, como criaturas, somos, de fato, umas iguais às outras. Mas em se tratando de evolução, NÃO! Quando eu digo que é hipocrisia dizer que ninguém é melhor do que ninguém, é me referindo a pessoas que, simplesmente e visivelmente, não se importam e não querem evoluir, em todos os aspectos. É claro que, sendo justa, quem é que pode ter o gabarito para dizer que é melhor ou pior do que alguém? É aí que entra o bom senso e a autocrítica. Quem vier a dizer isso pode ser taxado de, no mínimo, arrogante. Mais uma forma de hipocrisia por parte dos julgadores.
EXAME DE CONSCIÊNCIA
Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?
Mario Quintana - Caderno H
* É por isso que amo o Mario Quintana e sempre vou amar
24 junho 2008
Sedução

Um corpo roliço e bom
Um cheiro de sedução
Mulher, bonita, gostosa, matreira vai
Zombando do amor dos homens
Que cercam, farejam, devoram
Com olhos a boca de lobo-mau
Malícia no seu andar
Prepara armadilhas mil
Fingindo ser caça é mulher
Bonita cheirosa e debochar
Dos homens que querem todos
Seu jeito, seu tempo, seu corpo
Mas ela não ama com qualquer um
Eu nasci para ter Um amor forte
Sereno, bonito, gostoso
Um homem bom
Em agosto, fará um ano que estou solteira. As pessoas ficam horrorizadas e perguntam: como isto é possível? Você é tão bonita, inteligente, legal, blá blá blá... como ninguém se interessa por vc? (pausa dramática). Respondo: a questão não é que ninguém se interesse por mim, EU é que não me interesso por ninguém!! Muito pelo contrário, tem uma “galera” interessada em mim, o problema é que ninguém me atrai. São pessoas que não tem nada a ver comigo; quando é bonito, é burro; quando não é burro, é feio que dói. Quando não tenho a sorte de ser um burro, feio e chato!
A verdade é que eu gosto de um cara, se não fosse provada a inexistência da perfeição eu acreditaria que ele é o protótipo de algo perfeito. O cara é músico erudito, ator, escritor, poeta, jornalista e ainda, de quebra, é lindo e gente boa! E como não podia deixar de ser, para fechar a “Quadrilha" de Drummond, ele só me vê como amiga! Me diz, como eu posso me interessar por um reles mortal? É foda, eu só me enfio em armadilha.
23 junho 2008
Hoje eu estou cansada.
Cara, quem faz isso de deixar tudo para última hora é besta demais. Agora estou eu aqui, com meus dedos duros de tanto que pressionei o bendito mouse. Inclusive, estou digitando estas palavras sem utilidade, justamente para quee os meus dedos amolecerem, ah! Utilidade. Uau!
Tenho 28 croquis para digitalizar; 5 estampas locais, metro corrido e barrada para criar; release; cartela de cores; cartela de tecidos; cartela de materiais; beneficiamentos para fazer... e tudo isso para entregar em 2 e ½! Deuses do Valhala, me dêem coragem! Coragem, porque não acho nada divertido fazer essas coisas. Mas se eu quero me formar no final deste ano, é isso que tenho que fazer!!!
São esses trabalhos que estão me ajudando a desviar minha atenção um pouquinho do FDP tratante a quem dedico tanto carinho e respeito (hahaha)... ele andou por aqui, andou perto... rondou... vigiou e foi-se... covarde? Não sei. Como disse, estou cansada, não é hora de especular. Vou deixar isso para quando eu estiver de bom humor ou quando meus aspectos planetários forem favoráveis.
E vamos deixar de lero-lero e bora trabalhar!
20 junho 2008
Desencontro
O dia dos namorados nunca significou nada até esse último. Pois esse foi marcado por um acontecimento importante, não sabido ainda de que magnitude. Mas marcou.
Na manhã seguinte, a primeira coisa que ela faz e correr para o computador em busca de novidade e notícias. E de fato ela recebe uma maravilhosa notícia. Rodrigo responde sua mensagem dizendo que aceitava o convite e que era para ela manter o celular ligado, pois ficaria de quinta-feira até sábado no Rio.
– Alô, por favor, o Caco.
– Caco? Esse celular não é de nenhum Caco! – Ela sabia que era ele, e se fez
de desentendida.
Uma gargalhada gostozérrima começa a ser solta:
– Te enganei, Catarinaaaaaaaa [esse Catarina é dito aos gritos alongados].
– Sou eu, Rodrigo! Eu não sou uma farsa. Eu existo! Hahahahaha
– Eu sei que você existe, seu bobo, nunca tive dúvida disso.
Ela riu muito perguntando o porquê da voz super caricata...
– E aí, vamos fazer alguma coisa? – Perguntou Rodrigo entusiasmado.
– Agora? Olha a hora!
– Caramba! É mesmo, nem me liguei na hora. É tarde. Poxa...
– Pois é!
– Fiz tanta coisa hoje, e acabei dormindo quando cheguei e só acordei agora.
Ele conta tudo o que fez durante o dia e suas peripécias.
Eles conversam por mais de 10 minutos e combinam de se encontrar na
Aquele horário era estratégico para ela não conseguir dormir mais. E, de
fato, ela viu o dia amanhecer, intercalando com uns cochilos por causa do cansaço.
Como combinado, no dia seguinte, Catarina liga para saber se ele estava desocupado. O telefone chama, chama e ninguém atende. Uma pulguinha ficou atrás da orelha... ela deixou uma hora passar, mais ou menos, e ligou novamente.
– Poxa, querida, infelizmente terei que ir trabalhar mais cedo do que
esperava. Que tal se sairmos depois que eu terminar, pode ser?
– Pois é, eu imaginei que não daria tempo. Podemos marcar mais tarde, não
faz mal algum. Marquei de tomar um chope em Botafogo com minha amiga. Como você estará perto, quando terminar, é só me ligar.
–Tudo bem... um beijo e bom trabalho.
As horas foram passando, nenhuma notícia chegava, ela ia ficando nervosa, o frio aumentava. Na verdade, era mais nervosismo que frio. E ela resolveu ligar, pois já havia passado mais de uma hora do horário estipulado por eles para um entrar em contato com o outro. Ela foi até o toalete e ligou. Chamou pouco, atenderam, mas era um amigo dele. Ela perguntou se o Rodrigo poderia atender e o tal amigo disse que no momento ele não podia atender. Ela não conseguia entender nada direito, estava muito barulho nos dois locais. Ela só pediu para que Rodrigo retornasse a ligação assim que possível.
– Oi, Cá, você me ligou, né?
No caminho, ela colocou o seu MP4 e ouvindo suas tão amadas músicas, não teve como controlar o choro... Como também não foi possível controlar a frustração e a dor. O sonho estava cada vez mais difícil de ser realizar. Ela tinha poucas horas para que ele acontecesse.
– Você dormiu na casa de sua amiga?
– Não, voltei pra casa.
– Hum... que pena que você mora longe, eu vou ficar passeando por aqui no calçadão até dar a hora de ir para o aeroporto.
Ingênua ela pergunta:
– Como que eu vou te encontrar com você caminhando?
– Ah, até você chegar ficará tarde...
– É perto! – Retrucou querendo salvar a chance de vê-lo
– Ah, eu sei, mas é melhor deixar para outro dia. Eu volto aqui semana que vem e a gente se encontra com certeza. Depois, eu terei que ir para o aeroporto daqui a pouco, não vai adiantar muito.
– Ok, tudo bem. Tenha uma boa viagem e até aproxima.
– Obrigada! Um beijo, querida.
Pronto! Depois dessa conversa reticente, não havia mais nada que ela pudesse fazer. A pressão caiu e ela sentiu o chão como se fosse de borracha. Não sabia mais raciocinar. Ficou inerte por minutos. Até que ela resolveu parar. Parou de achar, de pensar, de tudo.
No final da noite, ela foi colhendo informações e fatos foram surgindo e cada um era uma peça para formar o quebra-cabeça. Ela, inclusive, descobriu o verdadeiro porquê de ele não ter ido a seu encontro. Nada grave, mas não vale comentar.
O pior, foi que depois de um dia do ocorrido, mais ou menos, ela tentou fingir que estava tudo bem mandando uma mensagem amigável. Não obteve resposta, isso ia desanimando o seu dia-a-dia... tentou mais um contato e mais uma vez foi ignorada.
Dessa vez não há um final feliz, pois ainda não houve final. Agora, essa é a sua única certeza.
Esta lua ainda me tira o juízo...

O pouco que ainda me resta fica ameaçado toda vez que vejo essa lua louca surgindo no horizonte ou se pondo no mesmo. Toda vez que posso parar para fitá-la em sua fase plena é como se ela me emprestasse ou até mesmo doasse um pouco de sua magia. Um pouco de sua sedução e inteligência.
Sinto-me mais forte, mais confiante. Mais mulher.
Ela me faz refletir. Nessa reflexão, que deveria ter o efeito de centralizar, ela causa o contrário; ela causa rebuliço em mim, ela faz com que eu pare de racionalizar a vida e “apenas” viva! Coisas boas estão prestes a acontecer a todo o momento, a diferença é você saber deixar que elas aconteçam.
Obrigada, majestosa lua, por me ajudar a desatinar.
"São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música,
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua."
Vinicius de Moraes
Música: Yamato Ensemble - Yamaji
Gotan Project - Santa Maria
17 junho 2008
Por um triz
O conto, por um triz, não se tornou realidade. Desejos... Realizações...
Em vez de ser em um mercado, quase foi numa praia, como tinha de ser. A quantidade de dias, o motivo da vinda, o telefonema que aconteceu antes do encontro, as risadas, a ansiedade incontrolável, as noites mal-dormidas... não houve vinho, nem bar, nem conversa agradável, nem frio, muito menos calor dos lábios. Havia esperança, crença, vontade.
Mas, de repente, as vozes caricatas e as piadinhas ao telefone e toda a atenção dedicada, se transformou em acaso. Algo difícil de racionalizar, difícil de acreditar e de digerir.
Um rio que corria com toda força foi esvaindo, as pedras foram aparecendo e dificultando o fluxo, até que os filetes d’água foram quase todos absorvidos pela terra do desespero.
E com a mesma rapidez que o rio quase secou... haverá uma chuva torrencial para fazer com que ele encha e corra forte, novamente. E as pedras que antes eram empecilho, não passarão de uma ferramenta para tornar a cascata de água mais bonita. A história não acabou, sei que ainda terá muitos capítulos, e bons!
Boa HoraOlha só quem vem aí Antes de chegar o dia Pensamento vem e trás Quem partiu e não devia Quem te disse que era hora de partir Hora boa é sempre hora de voltar De partir é sempre hora vem pra cá Já perdi noção da hora de esperar Levou meu coração e botou dentro da mala Pesou na sua mão e sobrou na sua sala Já perdi toda alegria E perdi noção da hora Você disse que viria E eu digo que demora
16 junho 2008
Encontro Marcado
Catarina estava na fila de um supermercado que ela não costumava ir, mas ela precisava comprar algumas coisinhas com urgência para ir à casa de sua irmã e aquele era o mais próximo que havia encontrado.
De repente, ela sentiu alguém tocar-lhe o ombro:
– Catarina?
– Rodrigo! – Levou um susto por ver quem estava lhe chamando – Não acredito que é você!
Ele apenas sorriu.
– Como você me reconheceu? – Perguntou Catarina muito surpresa
– Por causa dessas suas características físicas inconfundíveis – Rodrigo apontou para o rosto e ombro de Catarina.
Catarina sorriu e ficou envergonhada.
– Eu sempre imaginei te encontrar, mas não de uma forma tão inusitada. E, na verdade, quem me encontrou foi você! – Disse Catarina sorrindo.
Os dois riram muito e trocaram outras poucas palavras.
– Catarina, me dá o seu número do celular. Ficarei no Rio por dois dias e adoraria tomar um chope contigo em algum lugar legal da cidade para conversarmos mais. Você topa? Agora estou com um pouco de pressa.
– Sim, claro! – Catarina Respondeu rapidamente.
No espaço de tempo dessas duas curtas palavras, milhões de pensamentos atravessaram seus neurônios, ela sentiu-se até um pouco tonta. Pensou nas roupas que tinha no armário, que lugar eles poderiam ir, tentou lembrar se tinha algum outro compromisso. E, principalmente, se perguntou: “por que será que ele se interessou em sair comigo, se a gente só se conhece através do mundo virtual?”
Eles se despediram ali mesmo. Ela percebeu que Rodrigo ficou também sem jeito em dar tchau.
O dia inteiro Catarina passou nas nuvens, não conseguindo prestar atenção em nada que lhe acontecia, somente na incrível ocasião. Ela tinha um segredo em relação a essa “coincidência”, mas ela queria pensar muito sobre o assunto, porque, além de ela não conseguir assimilar, ela não entendia que poder era esse que ela tinha.
No dia seguinte, Rodrigo ligou para ela. Catarina vê o número e já percebe que não conseguiria ser natural para atender o celular:
– Alô – uma voz trêmula e ao mesmo tempo o mais sexy que pôde.
– Catarina, é o Rodrigo, tudo bem?
– Tudo bem e você?
– Estou ótimo! Melhor agora – Ela pensou que era uma resposta muito brega, poderia ter ficado sem essa, mas ele podia, afinal, era o Rodrigo.
– Então, estou ligando pra saber se podemos nos encontrar hoje, mais tarde.
– Ah, sim, claro. Estava contando que fosse me ligar hoje mesmo.
– O que você acha daquela choperia nova que abriu na lapa?
– Sim! Já fui lá e é bem legal.
Eles combinaram o horário que não era muito mais tarde que aquele exato momento.
Catarina que não era boba, já tinha separado a melhor roupa “casual” que ela tinha no armário e foi só o tempo de ela tomar um bom banho, se maquiar e dar um jeitinho no cabelo. Estava ela pronta!
A caminho do lugar marcado, ela pensava no que queria falar para ele, inclusive, se dizia ou não, aquela história que martelava sua cabeça. Pensou em ser o mais natural possível e pensou que se ela pensar em ser natural, já não era ser nada natural. Ficou muito confusa e nervosa.
Ela chegou à choperia e ele já estava lá com mais dois amigos. Desde o início ela sabia que não era um encontro romântico.
Ela sentou-se sem jeito. Rodrigo a apresentou para os seus amigos de trabalho e em pouco tempo ela já estava relaxada.
Naquela mesa de bar, rolava todo tipo de assunto. Todo mundo com um alto nível intelectual, lançando questões interessantes e sabendo bem desenvolvê-las. Tudo foi muito agradável.
Era uma noite fria, mas o clima estava seco e com certeza não iria chover. O vinho estava delicioso e aquecendo até a alma. Catarina e Rodrigo estavam bem próximos, eles podiam sentir o hálito um do outro. Não demorou muito para surgir a conversa paralela:
– Eu custei a acreditar que era você quem estava na minha frente no supermercado – disse Catarina.
– Mas você sabe que eu gosto de ser assim.
– Assim como?
– Uma surpresa – Disse Rodrigo gargalhando
– É, você foi a melhor surpresa que eu poderia ter. Primeiro, pelo fato de ter sido inusitado e segundo, porque eu não imaginava que você tinha na memória a minha fisionomia.
– Pois é, Catarina... logo quando te conheci, você me chamou a atenção. Vi que se destacava. Não por ser bonita ou qualquer coisa do tipo, sim, você de fato é bonita, mas o que me chamou a atenção mesmo, foi o jeito como você se comunicava comigo; não se repetia e tecia comentários que eu achava interessantes. Sem falar que você tem um jeito doce e bem irreverente.
– Nossa, Rodrigo, você percebeu tudo isso em mim? Fico imensamente feliz.
– Então, quando te vi naquele supermercado, não tive dúvida de que ia lá falar contigo naquela fila e te dar, pelo menos, um beijo como forma de retribuição a todo carinho que você sempre demonstrou por mim nesse tempo que me conhece, que não é longo, mas suficiente para fatos importantes acontecerem e eu te perceber sempre ao meu lado.
Catarina estava radiante de felicidade e pensava em contar tudo para ele, mas não sabia se devia e ao mesmo tempo, achava que esconder aquela história interessante dele, seria, no mínimo, desonesto. Então ela tomou fôlego e resolveu contar:
– Rodrigo, você acredita em acaso?
– Não, não acredito. Não é que eu ache que tudo seja metricamente pensado, mas tem certas coisas que acontecem conosco, tão incríveis, que não tem como achar que foi obra de um acaso muito fantástico.
– Pois é, Rodrigo, concordo contigo. E você acha que estarmos aqui, nesse momento, é obra do acaso?
– Não, acho que não é. Acho que tudo isso está acontecendo, porque eu e você tínhamos mesmo
– E se eu te disser que eu programei praticamente tudo o que estamos vivendo agora. Você acreditaria?
– Como assim programou? Acreditaria, mas me explica isso.
Ele gaguejou, se aproximou ainda mais e olhou fixamente para ela, muito interessado na história que estava por vir:
– Há algum tempo eu te conheci através da internet e tv, como bem sabe. Não sei dizer precisamente quanto tempo, mas tempo suficiente para nutrir uma admiração por você muito grande. Se bem que eu não precisaria desse tempo, porque a admiração que eu tive, e tenho, foi instantânea. Eu acompanhei a sua vida como se fosse um familiar meu; torcia por você, vibrava com suas conquistas, ria dos seus micos, ficava com vontade de te abraçar quando estava triste. Às vezes eu conseguia te escrever para dizer algumas coisas, outras vezes não. De certa forma me sentia próxima. Por vezes pensava que você tinha a mesma impressão de ser próximo de mim e outras, achava que você nem lembrava da minha existência...
– Mas pode ter certeza, Catarina, que sua energia chegava até mim.
Catarina sorriu e continuou:
– Mas o fato é que em dia muito frio, como este de hoje, eu deitei em minha cama depois de ter ficado triste contigo, não lembro mais o porquê da tristeza. Deitada, comecei a pensar em um encontro nosso. Naturalmente e sem interromper meu pensamento um só segundo, teci uma história em minha cabeça. Ponto a ponto. Imaginei exatamente tudo o que aconteceu conosco, desde o modo como você me abordou, até agora com essa conversa. Confesso que não tinha pensado que seria no supermercado, imaginei uma praia, foi isso. Mas de resto, tudo o que fizemos e, talvez, vamos fazer ainda, já esteve em minha mente.
Nessa noite a que me refiro, eu não consegui dormir, tinha tanta crença naqueles pensamentos, que me sentia eufórica, mas ao mesmo tempo, estava torcendo para que tudo o que eu acabara de imaginar, caísse logo no esquecimento, para que eu não desse lugar à ansiedade, que é muito prejudicial para qualquer coisa. Naquela noite ainda, eu sentei na frente do computador e transcrevi todo o meu pensamento para as páginas de Word. Depois reli o texto em alguns lugares e lembrava com carinho daqueles momentos. E depois, como eu queria, acabei esquecendo. E aqui estamos agora.
Rodrigo estava completamente entretido no que ela falava e com uma cara muito surpresa.
– Rodrigo, você entende que isso não tem nada a ver com magia, macumba ou qualquer coisa do tipo, não é? – Atentou Catarina – Tudo o que aconteceu foi fruto de uma força, ainda muito desconhecida por mim.
– Imagina, Catarina, entendo muito bem isso o que aconteceu e acredito em você! Porque já me surpreendi também com a força do meu pensamento.
Você sabe que eu apanhei muito na vida, me senti muito humilhado e triste com minha profissão até chegar aqui. E nos momentos que me sentia fraco, eu atropelava todos os maus pensamentos e os substituía por pensamentos de sucesso. Todo o sucesso que almejava e que, de fato, agora vivo.
– Eu sei disso, gentil Rodrigo. Sempre admirei muito essa sua força.
– Continuo sendo o mesmo homem de antes, mas, com certeza, sou muito mais reconhecido e respeitado.
– É por isso que não tive medo de te contar tudo, quer dizer, tive um pouco, mas não por você não acreditar em mim, mas por dúvida se era mesmo necessário eu te contar essa minha história, e que agora, de uma jeito ou de outro, também é sua.
– Depois de ouvir essa história, eu fico ainda mais feliz por ter te encontrado e estar agora com você. Está tudo tão agradável, que parece que estamos só nós dois aqui. Uma pena que amanhã cedo eu vou embora. Mas você sabe que eu estou sempre por aqui, e depois de hoje, com certeza vou querer te encontrar para termos outros papos legais e interessantes como esse.
– É uma pena mesmo, vou sentir sua falta, Rodrigo, eu sei que você é especial, te digo isso sem clichê. Nunca conheci alguém tão gentil e cortês
– Catarina, você, a partir de agora, já me é muito mais que especial.
Os Hálitos foram sentidos cada vez mais perto e aquecido. Aquela noite foi mesmo inesquecível para os dois.
Na noite do dia seguinte, o celular de Catarina toca. Era Rodrigo:
– Ligo para dizer que estou pensando em você e que seu cheiro ficou
– Um beijo enorme e até breve – Catarina responde sem mais.
P.S. Este texto está aqui no Chá, porque me é muito especial. Ele originalmente foi postado no Condado dos Sonhadores, dia 03 de junho de 2008.
Lovefool / Esquece e Vai Sorrir
Lovefool
Dear, I fear we're facing a problem
You love me no longer, I know
And maybe there is nothing
That I can do to make you do
Mamma tells me I shouldn't bother
That I ought to stick to another man
A man that surely deserves me
But I think you do!
So I cry, and I pray, and I beg...
Love me, love me,
Say that you love me
Fool me, fool me,
Go on and fool me
Love me, love me,
Pretend that you love me
Leave me, leave me,
Just say that you need me
So I cry and I beg for you to...
Love me, love me,
Say that you love me
Leave me, leave me,
Just say that you need me
I can't care about anything but you...
Lately I have desperately pondered,
Spent my nights awake and I wonder
What I could have done in another way
To make you stay
Reason will not lead to solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
As long as you don't go
So I cry I pray and I beg...
Love me, love me,
Say that you love me
Fool me, fool me,
Go on and fool me
Love me, love me,
Pretend that you love me
Leave me, leave me,
Just say that you need me
So I cry and I beg for you to...
Love me, love me,
Say that you love me
Fool me, fool me,
Go on and fool me
Love me, love me,
Pretend that you love me
Leave me, leave me,
Just say that you need me
I can't care about anything but you...
Anything but you...
Love me, love me say that you love me
Fool me fool me,
Go on and fool me
Love me, love me
I know that you need me
I can't care about anything but you...*Estava pensando na vida ouvindo essa música e achei graça, porque veio muito a calhar.
Sempre gostei dela, desde a época de Romeu e Julieta, mas acho que nunca encaixou tão bem quanto agora.
Que coisa!
Esquece e Vai Sorrir
Deixa eu te provar toda a mágica
E modificar essa história
Pois se eu não consigo ser
Simplesmente um bom amigo
É porque nem mal amigo eu posso ser
Deixa eu te provar: não há lógica
Negligenciar toda a tática
E calar, pro nosso bem,
Tudo aquilo que convém dizer
Quando eu entregar as flores pra você
Vai passar
E você nem vai lembrar
Vai passar, tudo passa
Vai passar, pense em mim quando acabar
Vai passar, tudo passa
Deixa eu te provar
Uma lágrima
Pode derramar da memória
E trazer consigo as dores
De quem teve amores como eu
E não foi capaz de compreender
O que aconteceu
Vai passar
Tudo um dia há de acabar
Vai passar, tudo passa
Vai passar, e enfim pra terminar
Vai sorrir e achar graça
Vai sorrir
E achar graça
*Essa música mostra exatamente tudo o que sinto e o que quero.
Quero que ele deixe que eu mostre toda a mágica e tática, apesar de não ter lógica. Quero que ele receba essas flores o mais rápido possível e que ele sorria, junto comigo.
15 junho 2008
Criar expectativa é a pior coisa que se pode fazer!

Coisas deslumbrantes ameaçam acontecer, cria-se expectativas mirabolantes. Tudo indica que dará certo e é por puro mérito seu. Mas, como num passe de mágica, percebe-se que aquilo que, a princípio, seria infalível, é a coisa mais falida do mundo. O próximo passo é a frustração e a sensação de derrota. Começa-se a especular como e onde você errou....
Coisas óbvias, que camufladas pela euforia do momento, começam a martelar sua mente: você não deveria contar seus planos para qualquer um... não deveria fantasiar com a história em questão.... deveria saber controlar a ansiedade.... Esses pensamentos são um martírio. É foda, não tem como não ficar triste.
Ah, mas não acabou. A esperança é algo que se deve cultivar! Antes que essa obsessão comece a tomar conta da minha sanidade....Vou meditar....
