16 agosto 2008

Filmes que inspiram


Tenho visto muitos filmes realmente interessantes. E o que mais gostei foi "Na Natureza Selvagem", dirigido por Sean Penn. O filme é lindo e profundo, veio bem a calhar. Mas é um tanto quanto radical para o meu modo geralmente cauteloso de pensar (Só de pensar!).
Por causa do filme conheci melhor Thoreau, escritor e pensador estudo-unidense. Um ser admirável! Nossa, como ele era feliz com tão pouco, ele, sim, mostrava que sentia felicidade tendo “apenas” a natureza como companhia amiga. É claro que moldada nos tempos de hoje, eu não me adaptaria mais àquele modo de vida e nem queria, para ser sincera. Mas algumas coisas básicas e imprescindíveis que ele "Pregou" posso absorver como aprendizado. Devo dizer que ele me inspirou muito quando escreveu: "Siga confiante na direção dos seus sonhos. Viva a vida que imaginar."

Estou, já há algum tempo, com uma vontade arrebatadora de sair pelo mundo viajando, mas sei também que as coisas precisam de tempo para serem amadurecidas e concretizadas, apesar de não respeitar muito isso e sempre enfiar os pés pelas mãos. Confesso que adoro (quem me dera poder fazer isso literalmente.... hehehe). Por causa dessas minhas “precipitações” é que eu vivi coisas muito boas e me orgulho disso. Um professor me disse uma vez: “Está com vontade de fazer? Faça! Não pergunte como. Essa é a única pergunta que não importa”. Sem saber, já vivia assim, por herança de família, fazendo e acontecendo sem saber como, só seguindo, seguindo, seguindo e fazendo, fazendo, fazendo. Valeu, mãe!(Rá) E só me atinei para essa minha condição depois dessa ótima aula (que de desenho de moda não tinha nada, parecia uma aula de filosofia ministrada por um hippie bonachão).

Então, já que não posso efetivamente viajar agora por causa da falta de recursos, planejo minhas viagens mentalmente: viajo pelo Google Earth, pontuando, sonhando e obtendo informações dos lugares que vou conhecer. Essa ferramenta é um grande afago, quem diria! Mas engraçado, não consigo pensar em burocracia e em outros percalços, só na emoção! E para mim, isso é o que vale, a única coisa que vale (Não pergunte como, lembra?). Afinal, se eu for pensar em dificuldades, vou atrapalhar a minha mentalização. Prefiro assim. Tenho uma certeza absoluta da concretização desse sonho e já me sinto feliz e inquieta por conta disso.

*Como eu era burra. Eu confundi Thoreau com McCandless.

* Original do Condado dos Sonhadores

Um comentário: