20 maio 2009
Girando...
Quando estamos cômodos, num lugar quente e mais confortável, o chão se treme, as estruturas se abalam e você não tem escolha a não ser se levantar e procurar um novo lugar.
Quem sabe dessa vez eu aprenda a não me acomodar, quem sabe dessa vez eu entenda que tenho que encontrar um lugar ao qual eu fique inquieta, com isso, produza. Porque é muito fácil não realizar quando se está acomodada. E talvez seja isso mesmo que a vida quer: não te deixar quieto. Acomodar? Pra quê?
Há de se ter equilíbrio!
Pessoas como eu, que gostam da rotina, sofrem com “tremidas de terra”. Preciso entender que isso é necessário para uma renovação. Evolução.
Talvez seja hora de eu não ter medo da mudança e encarar o que pode estar por vir.
01 maio 2009
Apenas mais um sonho (?)
Dia 28/04
Eu tive um sonho muito estranho, que eu me lembrava muito bem até pouco tempo, e comecei a querer escrever sobre ele para ver se tudo me vem à memória:
Eu estava num lugar estranho, era rústico e me lembrava a Índia, a arquitetura era bem parecida.
Em uma espécie de armazém, estava lá, parada, só observando; quando a dona do lugar recebe um telefonema. Ela estava com o aparelho no ouvido, mas eu podia ouvir muito bem a conversa com a pessoa do outro lado da linha; Era um homem, alguém que eu conhecia, podia ver também sua fisionomia, ele tinha uma voz serena e triste, e na conversa ele pedia perdão pelos seus erros e explicava que o que ele tinha feito não era na intenção de atingir a sua mãe... então, no caso, a dona da mercearia era mãe do rapaz. Ele disse que estava perto, mas que não podia aparecer porque era procurado pela polícia, e deu um número de celular que eu lembro começar com 98. Eu estava ali, ouvindo telepaticamente aquela conversa e chorava muito e sentia uma melancolia muito forte.
De repente, apareceu um homem muito, mas muito parecido com o que estava há pouco ao telefone com sua mãe. Era seu irmão. Eu me aproximei e cheguei bem perto de seu ouvido e disse: eu amo muito o seu irmão. Nada mais que isso. Ele ouviu minhas palavras e saiu em disparada, eu corri para ver; era ele à procura do irmão. Mais de repente ainda, o fugitivo, meu amor, apareceu no meio da rua como se quisesse se mostrar a todos de uma só vez e os carros pararam, as pessoas olharam e a cidade parou, como se tivesse dado um pause e depois um play, a perseguição e a luta começaram Não consigo me lembrar de detalhes, mas ele era rápido e eu, sem barreiras, o seguia.
Chegávamos num túnel em construção e os trabalhadores nos indicavam a melhor saída, todos nos ajudavam, eu lembro do ambiente desagradável, úmido e sujo e me dá um desconforto imenso e ao mesmo tempo saudade.
Sei que lendo o relato parece bem comum, mas eu me senti muito incomodada e emocionada com o sonho, por isso quis escrever.
