São poucas as coisas que eu lamento ter feito e as que eu não encarei como aprendizado.
Tem uma coisa que eu fiz, aliás, tem várias coisas que eu fiz num curto período de tempo, que eu daria tudo para não ter feito. E o que mais me surpreende e entristece é que fiz ingenuamente, sem nem imaginar que eu poderia queimar meu filme de forma irreversível. Dói ter feito algo que, definitivamente, não é da minha personalidade. Eu sei que não. Só eu sei!
Hoje, quando de alguma forma o passado chega perto, vem-me à memória toda a burrada e machuca.
Queria não ter sido mal interpretada, queria não ter feito as besteiras que fiz para não ser julgada. Dessa vez, não posso dizer que fui injustiçada, porque hoje, tenho a consciência de que fiz besteira de verdade.
Queria que pessoas invejosas não tivessem me visto quando estava fraca.
Queria poder chegar para ele e explicar tudo; dizer tim tim por tim tim tudo o que passei,todas as angústias que senti e como me arrependo. Queria saber, dentre todas as histórias, quais delas chegou ao conhecimento dele.
Lembro quando ainda era querida e respeitada por ele. Eu lembro! Faz doer mais ainda ter perdido, enfiado ralo abaixo tudo de bom que vivi.
Hoje o que ganho é um olhar perdido, vazio, talvez cheio de más lembranças e más interpretações. Más interpretações? O que ele sabe é o que de fato aconteceu, o que ele não sabe, é como eu sofri e como me arrependo!
Mas diante desse meu arrependimento profundo, torço e faço por onde reverter o que aconteceu. Ser “perdoada” pelo menos por quem eu mais amei.
Essas linhas confusas devem-se à minha confusão mental. Como estou perturbada e triste com isso.
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