17 junho 2008

Por um triz

O conto, por um triz, não se tornou realidade. Desejos... Realizações...

Em vez de ser em um mercado, quase foi numa praia, como tinha de ser. A quantidade de dias, o motivo da vinda, o telefonema que aconteceu antes do encontro, as risadas, a ansiedade incontrolável, as noites mal-dormidas... não houve vinho, nem bar, nem conversa agradável, nem frio, muito menos calor dos lábios. Havia esperança, crença, vontade.

Mas, de repente, as vozes caricatas e as piadinhas ao telefone e toda a atenção dedicada, se transformou em acaso. Algo difícil de racionalizar, difícil de acreditar e de digerir.

Um rio que corria com toda força foi esvaindo, as pedras foram aparecendo e dificultando o fluxo, até que os filetes d’água foram quase todos absorvidos pela terra do desespero.

E com a mesma rapidez que o rio quase secou... haverá uma chuva torrencial para fazer com que ele encha e corra forte, novamente. E as pedras que antes eram empecilho, não passarão de uma ferramenta para tornar a cascata de água mais bonita. A história não acabou, sei que ainda terá muitos capítulos, e bons!

Boa Hora

Olha só quem vem aí Antes de chegar o dia Pensamento vem e trás Quem partiu e não devia Quem te disse que era hora de partir Hora boa é sempre hora de voltar De partir é sempre hora vem pra cá Já perdi noção da hora de esperar Levou meu coração e botou dentro da mala Pesou na sua mão e sobrou na sua sala Já perdi toda alegria E perdi noção da hora Você disse que viria E eu digo que demora

2 comentários:

  1. Belo e profundo texto. Curto porém bem objetivo.

    Parabéns

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  2. Não, não foi somente isso. Acho que já tava na hora de eu rever algumas coisas, e, talvez, nossa conversa possa ou não ter ajudado com isso. Mas de qualquer forma, obrigado. Tá tudo bem sim.

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