O dia dos namorados nunca significou nada até esse último. Pois esse foi marcado por um acontecimento importante, não sabido ainda de que magnitude. Mas marcou.
Na manhã seguinte, a primeira coisa que ela faz e correr para o computador em busca de novidade e notícias. E de fato ela recebe uma maravilhosa notícia. Rodrigo responde sua mensagem dizendo que aceitava o convite e que era para ela manter o celular ligado, pois ficaria de quinta-feira até sábado no Rio.
– Alô, por favor, o Caco.
– Caco? Esse celular não é de nenhum Caco! – Ela sabia que era ele, e se fez
de desentendida.
Uma gargalhada gostozérrima começa a ser solta:
– Te enganei, Catarinaaaaaaaa [esse Catarina é dito aos gritos alongados].
– Sou eu, Rodrigo! Eu não sou uma farsa. Eu existo! Hahahahaha
– Eu sei que você existe, seu bobo, nunca tive dúvida disso.
Ela riu muito perguntando o porquê da voz super caricata...
– E aí, vamos fazer alguma coisa? – Perguntou Rodrigo entusiasmado.
– Agora? Olha a hora!
– Caramba! É mesmo, nem me liguei na hora. É tarde. Poxa...
– Pois é!
– Fiz tanta coisa hoje, e acabei dormindo quando cheguei e só acordei agora.
Ele conta tudo o que fez durante o dia e suas peripécias.
Eles conversam por mais de 10 minutos e combinam de se encontrar na
Aquele horário era estratégico para ela não conseguir dormir mais. E, de
fato, ela viu o dia amanhecer, intercalando com uns cochilos por causa do cansaço.
Como combinado, no dia seguinte, Catarina liga para saber se ele estava desocupado. O telefone chama, chama e ninguém atende. Uma pulguinha ficou atrás da orelha... ela deixou uma hora passar, mais ou menos, e ligou novamente.
– Poxa, querida, infelizmente terei que ir trabalhar mais cedo do que
esperava. Que tal se sairmos depois que eu terminar, pode ser?
– Pois é, eu imaginei que não daria tempo. Podemos marcar mais tarde, não
faz mal algum. Marquei de tomar um chope em Botafogo com minha amiga. Como você estará perto, quando terminar, é só me ligar.
–Tudo bem... um beijo e bom trabalho.
As horas foram passando, nenhuma notícia chegava, ela ia ficando nervosa, o frio aumentava. Na verdade, era mais nervosismo que frio. E ela resolveu ligar, pois já havia passado mais de uma hora do horário estipulado por eles para um entrar em contato com o outro. Ela foi até o toalete e ligou. Chamou pouco, atenderam, mas era um amigo dele. Ela perguntou se o Rodrigo poderia atender e o tal amigo disse que no momento ele não podia atender. Ela não conseguia entender nada direito, estava muito barulho nos dois locais. Ela só pediu para que Rodrigo retornasse a ligação assim que possível.
– Oi, Cá, você me ligou, né?
No caminho, ela colocou o seu MP4 e ouvindo suas tão amadas músicas, não teve como controlar o choro... Como também não foi possível controlar a frustração e a dor. O sonho estava cada vez mais difícil de ser realizar. Ela tinha poucas horas para que ele acontecesse.
– Você dormiu na casa de sua amiga?
– Não, voltei pra casa.
– Hum... que pena que você mora longe, eu vou ficar passeando por aqui no calçadão até dar a hora de ir para o aeroporto.
Ingênua ela pergunta:
– Como que eu vou te encontrar com você caminhando?
– Ah, até você chegar ficará tarde...
– É perto! – Retrucou querendo salvar a chance de vê-lo
– Ah, eu sei, mas é melhor deixar para outro dia. Eu volto aqui semana que vem e a gente se encontra com certeza. Depois, eu terei que ir para o aeroporto daqui a pouco, não vai adiantar muito.
– Ok, tudo bem. Tenha uma boa viagem e até aproxima.
– Obrigada! Um beijo, querida.
Pronto! Depois dessa conversa reticente, não havia mais nada que ela pudesse fazer. A pressão caiu e ela sentiu o chão como se fosse de borracha. Não sabia mais raciocinar. Ficou inerte por minutos. Até que ela resolveu parar. Parou de achar, de pensar, de tudo.
No final da noite, ela foi colhendo informações e fatos foram surgindo e cada um era uma peça para formar o quebra-cabeça. Ela, inclusive, descobriu o verdadeiro porquê de ele não ter ido a seu encontro. Nada grave, mas não vale comentar.
O pior, foi que depois de um dia do ocorrido, mais ou menos, ela tentou fingir que estava tudo bem mandando uma mensagem amigável. Não obteve resposta, isso ia desanimando o seu dia-a-dia... tentou mais um contato e mais uma vez foi ignorada.
Dessa vez não há um final feliz, pois ainda não houve final. Agora, essa é a sua única certeza.

Muito bom o texto, acho que um pouco a ver contigo né?
ResponderExcluir\o/
ResponderExcluirAinda não houve final!
*e espero ver a história de desenrolando meu bem!!
É por isso que continuo lendo seu blog. Seu jeitinho de sonhadora encanta fácil fácil...
ResponderExcluir^^
O final só chega quando for a hora. Antes eu pensava que era quando a gente quisesse...Mas não é bem assim, não é mesmo?
Bom, só me resta desejar boa sorte à Catarina em seus romances épicos tão modernos!
Como bem disse a toop, não houve final. Vou acompanhar atentamente até este dia chegar!
(uhul!)
bjs
***