Estou enjoada, irritada e nervosa. A ansiedade está me tirando a sanidade. Definitivamente, eu me sinto uma grandessíssima IDIOTA por não saber amadurecer emocionalmente.
… Mas eu gostei dele, gostei! Mesmo com a toda a idealização inerente da paixão, é claro que ele tem tem tudo a ver comigo, até nos detalhes vejo semelhança. Impressionante!
E como não me deixar envolver estando tão sozinha e realmente aberta a novas histórias? Eu quero tudo e mais um pouco. Mas o que me enlouquece, é imaginar o que pode estar passando pela cabeça dele... Tenho medo de ele não estar nem aí e que o interesse esteja só do meu lado, muito receio de ele estar apenas vivendo a vida dele e se divertindo... enquanto eu estou aqui, me consumindo de ansiedade à espera de notícias o tratando como prioridade. Ele, provavelmente, está levando a vida normalmente, trabalhando bem, fazendo tudo o que tem que fazer sem alterar nada. [não dá pra negar que ele está certo]
Sei que são palavras são meio derrotistas, sem confiança... mas como ser positiva sem entrar na questão da auto-enganação? Eu poderia estar aqui cheia de confiança (falsa) e digitando frases boas e positivas, mas se, na verdade, quando eu penso na história friamente, é exatamente o que eu descrevi acima que enxergo. Onde está o limiar da auto-enganação e da autoconfiança?

Para inaugurar:
ResponderExcluirReflexão (Gilka Machado)
Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.
Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detem-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.
Ela, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...
Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!...
(in Sublimação, 1928)
Beijos e abraços,
M. Machado